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BPF - Boas
Práticas de Fabricação.(2º.Parte)
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O que são
as Boas Práticas de Fabricação e Manipulação de Alimentos?
Alimento! Substância essencial para a sobrevivência
de qualquer ser vivo! Eterna fonte de prazer e alegria! Porém, para as pessoas que trabalham no seu processo de elaboração e/ou distribuição, significa algo mais...
Significa, em primeira instância, a garantia de saúde do consumidor que, associada
ao padrão de qualidade das matérias-primas, assegura a confiança do seu público-alvo
a consumir de olhos fechados a imensa variedade de produtos colocados no mercado,
anualmente.
Agora, enquanto a mídia publicitária procura
atingir este público ávido por novidade por todos os lados, um número sempre crescente
de novas empresas de novas empresas surge e estas aos poucos disseminam seus produtos
nas mais variadas regiões do país, rompendo a limitação de consumo regional, comum
até a década passada. Não devemos nos esquecer também, da avalanche de produtos
importados que tomam o espaço dos produtos nacionais, numa velocidade cada vez mais
rápida, nos pontos de venda. Dessa forma, as empresas são forçadas a serem competitivas
na diversificação, flexibilizando nos preços e, buscando inovação e qualidade em
seus produtos. Além disso, este público se encontra cada vez mais crítico e exigente,
e tem o Código de Defesa do Consumidor e a Vigilância Sanitária como aliados! Portanto,
no caso de empresas que participam completa ou parcialmente do processo de elaboração
de alimentos, a conscientização de determinadas práticas básicas de fabricação/manipulação
de alimentos se faz necessária.
São as BPF/M (Boas Práticas de Fabricação
ou Manipulação) de Alimentos que, uma vez implantadas e citadas em manual, asseguram
os parâmetros básicos de qualidade, assim como, os procedimentos de elaboração dos
alimentos e de higiene que, quando necessários, devem ser descritos. As normas descritas
em ambos, manual e procedimento, devem se r conhecidas e praticadas por todos os
colaboradores da empresa, em maior ou menor profundidade, dependendo da área de
atuação de cada um. E que normas são estas? As normas abrangem basicamente aspectos
de nível sanitário que vão desde normas de construção específicas, com a finalidade
de prevenir a entrada de pragas (roedores, insetos, pássaros e outras espécies de
animais) e facilitar a manutenção de higiene das instalações industriais, estocagem
e transporte até os cuidados no cadastramento de fornecedores das matérias primas,
no seu recebimento, estocagem e manuseio, na elaboração, transporte e distribuição dos alimentos. São abordadas também as práticas de higiene pessoal dos funcionários
que constituem na importância do banho pré e pós trabalho, da higienização das mãos
sempre que fizer necessário, da ausência de adornos, barbas e bigodes, da proteção
total dos cabelos, da manutenção de unhas curtas e sem esmaltes, dentre outras.
A conscientização e o treinamento dos colaboradores quanto às BPF/M é fundamental!
Estas regras, se seguidas, irão proporcionar
às empresas, minimização de perdas de alimentos impróprios para o consumo devido
a infestações de pragas e/ou contaminações microbiológicas por processos de higieneização
não adequados. O não respeito a estas normas poderá implicar em aumento de reclamações
quanto à qualidade do produto ou até mesmo de casos de consumidores que tiveram
sua saúde prejudicada devido ao consumo de alimentos impróprios, colocando em dúvida
a imagem da empresa.
Numa época em que os parâmetros, qualidade
do alimento e segurança à saúde do consumidor são decisórios na escolha de um produto, as empresas têm buscado reavaliar seus processos, introduzindo as BPF/M de Alimentos.
A conscientização e esforço para que seus colaboradores as pratiquem, garantindo
produtos saudáveis, confiáveis e de qualidade reconhecida e, consequentemente, a
sobrevivência da empresa neste mercado cada vez mais competitivo. No entanto, as
empresas que não derem importância a este requisitos mínimos de fabricação de alimentos,
terão seu nome denegrido frente a seus consumidores e, provavelmente não conseguirão
sobreviver.
É nessa visão que o segmento de panificação
deverá, também, estar conscientizado para a elaboração e comercialização de seus
produtos!
Fone: HARES,
Liliana Furlan. O que são as Boas práticas de fabricação e manipulação de alimentos?
Revista Padaria 2000
São
Paulo, v.7, n.37, p.130, mar./abr. 2000.
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