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2408-2016

porque-as-abelhas-morremO ferrão é um prolongamento do abdômen, que se rompe no momento em que a abelha abandona a vítima. Esse ataque suicida acontece quando ela se sente ameaçada ou é importunada por cheiros fortes ou vibrações sonoras. Se a abelha vive em colônia, também pode atacar para proteger a colmeia: ao picar, ela solta um tipo de feromônio que serve de alerta para as suas companheiras. Essa é uma característica das operárias. “A rainha raramente sai da colmeia e o zangão nem ferrão tem”, diz Lionel Gonçalves, professor de genética animal da USP de Ribeirão Preto.

PS: Após a ferroada, estima-se que ela consegue voar no máximo 15 minutos e após isso ela morre. 

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711-2015

abelhas-brasileiras

Abelhas nativas do Brasil desenvolveram uma forma rudimentar de agricultura, cultivando um fungo nos compartimentos da colmeia onde botam seus ovos.

Ao que tudo indica, a protolavoura está mais para uma horta de ervas medicinais do que para um campo de trigo, já que o fungo em questão parece ser capaz de gerar substâncias que protegeriam as larvas do ataque de micróbios.

Diversas formigas são famosas por se dedicar ao cultivo de fungos, mas as mandaguaris (Scaptotrigona depilis), nativas de áreas de vegetação aberta do Sudeste e do Sul do país, são as primeiras abelhas documentadas que apresentam um comportamento parecido, ainda que mais rudimentar.

“No começo, eu achei que o fungo causava uma doença nas abelhas”, contou à Folha o pesquisador Cristiano Menezes, da Embrapa Amazônia Oriental.

É que, durante seu doutorado na USP de Ribeirão Preto, ele estava tentando produzir rainhas mandaguaris em laboratório. Em tese, o processo é simples: viram rainhas as larvas que recebem uma quantidade elevada de comida (seis vezes mais do que o oferecido às futuras operárias).

“Você coleta o alimento larval da própria colônia e o coloca dentro de casulos artificiais com a larvinha recém-nascida. O problema é que a câmara era muito úmida, o fungo crescia muito rápido e matava as rainhas”, recorda Menezes.

Abelha agricultora

Bastou regular a umidade, no entanto, para que as futuras rainhas melhorassem sua expectativa de vida –e para que os pesquisadores notassem um fenômeno curioso: as larvas estavam comendo os filamentos esbranquiçados do fungo. O resto da história está em artigo na revista científica “Current Biology”, assinado por Menezes e por colegas da USP e da Unicamp.

O consumo da quantidade correta de fungo não só é inofensivo para as larvas como, aliás, parece ser essencial: as futuras abelhas têm dificuldade de sobreviver na ausência do micro-organismo do gênero Monascus que, do ponto de vista humano, pode ser considerado um bolor.

Evidências desse fato vieram de um experimento no qual o principal item do cardápio das larvas de mandaguari –uma massa semilíquida regurgitada por operárias “babás”- foi extraída e esterelizada com luz ultravioleta.

Na natureza, a rainha põe seus ovos em cima da gororoba e o compartimento é selado. Quando o ovo eclode, as larvas vão lentamente devorando a pasta.

No experimento, 150 larvas receberam papinha esterilizada, enquanto a outras 150 foi servido alimento inoculado com o fungo. Esse segundo grupo teve uma taxa de sobrevivência de 76%, contra apenas 8% das larvas que comeram pasta esterilizada.

Outros experimentos mostraram que o fungo está presente no material usado pelas abelhas para construir as paredes dos “berçários”. Isso significa que, quando os insetos formam um enxame para montar uma nova colmeia, as operárias da espécie carregam consigo o fungo junto com o material de construção, propagando assim sua “lavoura”.

Segundo Menezes, o termo mais adequado para designar o comportamento seria “protoagricultura”. “O que acontece é que aparentemente não há um cuidado direto com a espécie cultivada, apenas sua propagação, enquanto as formigas, por exemplo, cuidam dos fungos de forma mais ativa” –é por isso que as saúvas vivem cortando folhas, levando-as para seus fungos.

CONEXÃO ASIÁTICA

Pode até ser que os fungos contenham nutrientes sem os quais os insetos não conseguem se desenvolver, mas uma pista importante, que aponta para outra direção, vem de uma fonte insuspeita: a culinária asiática.

Em países como a China e a Coreia do Sul, fungos avermelhados do gênero Monascus, aparentados ao das mandaguaris, são utilizados como condimento e conservante de alimentos como o arroz e o peixe. Substâncias produzidas por esses fungos têm propriedades antibacterianas e podem fazer bem para o coração.

Coincidência ou não, em laboratório, a “papinha” das larvas sem o fungo começava a cheirar mal rapidamente, o que sugere que as abelhas usam o micro-organismo como arma contra micróbios causadores de doenças.

Para o pesquisador, o trabalho pode ter implicações importantes para a agricultura humana. As abelhas, afinal, têm sofrido declínios em sua população no mundo todo, com causas que ainda precisam ser mais estudadas, e, sem elas para fazer o trabalho duro da polinização da lavoura, as colheitas tendem a cair.

“Daí a necessidade de entender a importância dos fungos para a saúde das abelhas. Os fungicidas costumam ser aplicados na lavoura na época da floração [quando as abelhas estão visitando as flores]. Eles não afetam as abelhas adultas, mas elas podem muito bem estar levando os fungicidas para as colônias e eliminando fungos como esse”, explica.

Fonte: Folha

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2210-2015

polinizacao

Criado em 17/10/15 15h27 e atualizado em 17/10/15 16h02
Por Stênio Ribeiro
Edição: Armando Cardoso
Fonte: Agência Brasil
Matéria por: EBC

Pesquisas do projeto Polinizadores do Brasil constataram, nos últimos cinco anos, que abelhas, insetos e aves são fundamentais para o aumento da produtividade em lavouras, pomares e matas. Em alguns casos de polinização com abelhas, principalmente, a produtividade pode aumentar em até 70%, de acordo com o projeto coordenado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Ministério do Meio Ambiente.

Apesar dessa contribuição, técnicos do Funbio revelaram que 78% da população brasileira desconhece a importância da polinização para produção de alimentos. Citaram, inclusive, números da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), segundo os quais 70% das culturas agrícolas dependem dos polinizadores. As abelhas são essenciais para garantir a alta produtividade e qualidade dos frutos e de diversas culturas.

Levantamento da Universidade de São Paulo (USP) vai além e informa que cerca de 75% da alimentação humana dependem de plantas polinizadas.

Esse serviço, feito gratuitamente por abelhas, aves e insetos, é estimado em US$ 12 bilhões anuais nas principais culturas brasileiras. Conforme a Funbio, a maioria dos brasileiros desconhece até o que seja polinização.

Planos de manejo

Para divulgar a importância do papel dos polinizadores na produção de alimentos e a necessidade de promover a conservação e o uso sustentável dos animais, o projeto estudou a polinização de culturas agrícolas brasileiras entre 2011 e 2015.

Também produziu uma série de planos de manejo com recomendações para agricultores e observou o comportamento de diferentes espécies de polinizadores, identificando, inclusive, nove novas espécies de abelhas.

De acordo com a secretária-geral da Funbio, Rosa Lemos de Sá, o projeto Polinizadores do Brasil é a maior iniciativa já realizada no país sobre o assunto. É um grande trabalho de pesquisa e análise de dados, envolvendo 60 bolsistas de 18 instituições de pesquisa em 15 estados para entender, conhecer e reconhecer o papel dos agentes polinizadores na produção agrícola.

Segundo Rosa Lemos, das quase 310 espécies de plantas conhecidas, 87% dependem de polinização animal. Rosa acrescentou que as abelhas são responsáveis por mais de 70% das polinizações.

Em parcerias com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), USP, entre outras universidades, as pesquisas coletaram informações sobre o comportamento de agentes polinizadores nas culturas de algodão, caju, canola, castanha-do-brasil, melão, maçã e tomate.

Recomendações

O trabalho rendeu mais de 40 publicações, incluindo plano de manejo para cada cultura estudada, com sugestões de práticas amigáveis aos polinizadores. Entre as recomendações de boas práticas agrícolas para manutenção dos agentes polinizadores, algumas são comuns a todas as culturas: manter a vegetação natural próxima às roças, fazer plantios consorciados, preservar fontes de água e evitar desmatamentos.

“São ações simples que favorecem a visitação dos agentes”, afirmou Vanina Antunes, coordenadora do projeto do Funbio. Ela lembrou que também é importante o cuidado com o uso de agrotóxicos que, em alguns casos, podem reduzir em mais de 80% o número de visitas dos agentes polinizadores às flores.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos, Carmen Pires, que coordenou pesquisas de polinização em algodoeiros de Mato Grosso e da Paraíba, o cultivo de algodão próximo a matas nativas costuma receber visitas” mais frequentes de abelhas, com aumento da produtividade em até 18%.

“Interessante observar também que o benefício das abelhas na plantação é maior à medida que há mais variedades de espécies de abelhas na época da floração”, concluiu.

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308-2015

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Um apicultor no sudoeste da Bahia, no município de Barra da Choça, descobriu como evitar o total desperdício de sua produtora de mel. A empresa de Luiz Jordans produz cerca de dez mil quilos do produto por mês. Porém, 1% da produção é descartado por oferecer risco ao consumo humano. E foi aí que o espírito inovador do empreendedor apareceu.

“Temos uma produção sustentável e não queríamos jogar esse percentual descartado no meio ambiente. Isso nos incomodava”, disse ele ao G1. Luiz pensou primeiro em usar como ração para as próprias abelhas, mas isso poderia colocar a vida dos insetos em risco. Então, com o financiamento da Fabesp, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, esses 100 quilos que iriam para o lixo foram transformados em álcool alimentício (como em licores ou extratos medicinais) através de um procedimento de recolhimento e fermentação, realizado com auxílio do Senai, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. “Estamos armazenando para a produção desses dois produtos. Temos agora que apresentar os resultados destas pesquisas ao Ministério da Agricultura, para que possamos comercializar essa produção”, relatou.

Ainda assim, o desperdício continuara: 30% do álcool produzido também precisaria ser descartado. Então, mesmo sem financiamento algum, o empresário começou um projeto que transformaria esse segundo descarte em álcool combustível. Além da fermentação do processo anterior, agora o produto também era destilado. “Foi instintivo. Nosso objetivo era zerar o descarte”, revelou Jordans. E através de todos esses processos, finalmente havia conseguido.

Agora, até o veículo que a empresa usa nos serviços de entrega está sendo mantido por combustível que eles mesmo criaram. “O projeto faz parte de uma necessidade ambiental. É um compromisso que as indústrias devem ter o meio ambiente”, completa o empresário.

Fonte: Administradores

Matéria completa com vídeo: G1

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1507-2015

propolis-verde-jp

A própolis verde, usada no Japão como auxiliar no tratamento de pessoas com câncer, mudou a história da vassourinha-do-campo, uma planta nativa do cerrado mineiro. Antes tratada como invasora de pastagens, agora é planta de cultivo.
O Globo Rural mostrou o começo dessa história há 11 anos, quando os cientistas descobriram que a própolis verde, produzida a partir da vassourinha, tinha qualidades medicinais extraordinárias. Agora, o repórter Ivaci Matias voltou ao cerrado mineiro para mostrar como essa própolis está mudando a vida dos criadores de abelhas da região.
Uma colmeia bem formada pode abrigar mais de 60 mil abelhas. Durante o dia, elas entram e saem sem parar, trabalhando na coleta de néctar e pólen para fabricar seus alimentos, mas algumas operárias são destacadas para extrair resinas medicinais produzidas pelas plantas. Com a resina, elas fabricam a própolis, uma massa de cor escura, que serve para matar os fungos e bactérias da colmeia.
Quando capturam algum inseto invasor, as abelhas cobrem o cadáver com própolis para mumificá-lo e assim evitar o apodrecimento e a contaminação do ambiente delas.

Desde a antiguidade, o homem aprendeu a manipular esses recursos criados pelas abelhas. Nas múmias do Egito foram encontrados resíduos de própolis usados para conservar os cadáveres. Os sacerdotes da época produziam remédios a base de própolis para combater doenças provocadas por fungos e bactérias.

Já conhece o Extrato de Própolis da Lambertucci?

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A descoberta da própolis verde está ampliando os usos desse recurso criado pelas abelhas. Esse tipo de própolis é feito a partir da resina de uma planta nativa do cerrado brasileiro: a vassourinha-do-campo, cujo nome científico é bacárisbaccharis dracunculifolia. O arbusto também é conhecido pelo nome de alecrim-do-campo e era considerado um invasor de pastagem.
As abelhas mergulham de cabeça nos brotinhos novos da vassourinha para alcançar as glândulas internas da planta. Em uma imagem ampliada pelo microscópio é possível ver os vasos internos da planta onde ela deposita substâncias com atividades antimicrobianas muito potentes e que podem ajudar o homem na cura e prevenção de muitas doenças.
Os poderes medicinais da vassourinha-do-campo e da própolis verde estão sendo estudados em um laboratório da faculdade de Farmácia de Ribeirão Preto, da USP, em São Paulo. A equipe de pesquisadores é liderada pelo doutor Jairo Bastos.
No Brasil já existem alguns produtos feitos a base da própolis verde, um deles é um extrato encontrado nas lojas de produtos naturais. Ele contém uma parcela muito pequena de artepelim C e não é considerado medicamento, mas sim um suplemento alimentar. É usado, nas doses indicadas, para fortalecer o organismo durante gripes, resfriados, bronquites e outras doenças infecciosas, mas as pesquisas para produção de remédios a base de artepelim C puro, já estão avançadas. No Japão, que é o maior importador de própolis verde do Brasil, a substância pura já foi isolada e é usada no tratamento de vários tipos de câncer, mas o alto custo ainda é proibitivo: um grama de artepelim C puro custa o equivalente a R$ 50 mil.
O Brasil produz 100 toneladas de própolis verde por ano, 80% vem de Minas Gerais. O município de Bambuí, na região do Médio São Francisco, concentra o maior número de produtores.
Em toda essa região, a vassourinha-do-campo surge espontaneamente no meio do cerrado. Ela ganhou este nome porque é usada como vassoura para limpar os quintais e também para varrer as cinzas dos fornos de barro, transferindo aos biscoitos de polvilho um aroma muito agradável.
Hoje é matéria prima principal para a produção da própolis verde e está mudando a vida dos apicultores da região.
Só uma empresa do município de Bambuí recebe própolis verde de mais de 500 produtores da região. O produto passa por uma limpeza e é classificado e embalado in natura. Eles também produzem extrato de própolis vendido a granel ou em frascos.

Os irmãos Odacir e Edeir Ferreira manejam 150 caixas. Cada uma produz uma média de 3 quilos de própolis por ano. A própolis verde é vendida a R$ 140 o quilo, enquanto a comum vale R$ 70.
No ano passado, eles tiveram uma renda líquida de R$ 40 mil com a venda da própolis verde, mas estão aumentando a quantidade de caixas e esperam dobrar de produção dentro de uns dois anos.

Fonte: Globo Rural

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607-2015

veneno-abelha-destroi-hiv

Nanopartículas com veneno de abelha estão sendo utilizadas no tratamento e prevenimento da AIDS, pois destroem o vírus HIV!

Nanopartículas carregadas com uma toxina encontrada no veneno das abelhas conseguiram destruir o HIV (vírus da imunodeficiência humana) sem danificar as células saudáveis ao redor. A descoberta foi feita por Joshua Hood e equipe da Universidade de Washington (EUA). Segundo ele, a técnica é um passo importante rumo ao desenvolvimento de um gel vaginal que possa evitar a transmissão do HIV, o vírus que causa a AIDS.

“Nossa esperança é que, em lugares onde o HIV está sendo transmitido rapidamente, as pessoas possam usar este gel como uma medida preventiva para impedir a infecção inicial,” disse ele. A apitoxina (veneno das abelhas) contém uma potente toxina, chamada melitina, que está sendo pesquisada para combater alergias e até câncer.

A melitina perfura o envelope protetor do HIV e de outros vírus. Mas ela também pode danificar rapidamente as células saudáveis, o que explica sua categoria de toxina. Os pesquisadores então anexaram a toxina a nanopartículas que, apesar de microscópicas, são muito maiores do que a própria molécula de melitina.

Quando as nanopartículas entram em contato com células normais, elas simplesmente rebatem de volta, como se fossem uma bola. O HIV, por outro lado, é muito menor do que as nanopartículas, encaixando-se entre elas, justamente nos vãos onde estão as moléculas de melitina. “A melitina sobre as nanopartículas funde-se com o envelope viral,” diz Hood. “A melitina forma pequenos complexos de ataque parecidos com poros, e rompe o envelope, destruindo o vírus.”

O enfoque parece mais promissor do que as estratégias usadas até agora, que tentam inibir a capacidade do vírus em se replicar – já se sabe que algumas cepas do vírus encontram maneiras de criar resistência e continuar se replicando. “Estamos atacando uma propriedade física do HIV,” diz o pesquisador. “Teoricamente, não há qualquer maneira para que o vírus se adapte a isso. O vírus tem que ter um casaco protetor, uma membrana de duas camadas, que abrange o vírus inteiro”. Como a melitina ataca as duas camadas de membranas indiscriminadamente, este conceito não se limita ao HIV. Muitos vírus, como aqueles das hepatites B e C, contam com a mesma espécie de envelope protetor, podendo ser vulneráveis às nanopartículas carregadas com a toxina do veneno de abelha.

Fonte: Ciências Mundi
Fonte artigo: Mel.com.br

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2906-2015

propolis-verde-pesquisa

Pesquisadores buscam investidores para colocar o gel e exaguante bucal no mercado

Pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) criaram um gel e enxaguante à base de própolis verde para o tratamento de doenças e infecções na boca. O produto, que integra os projetos de pesquisas apoiados pelo Programa de Incentivo a Inovação (PII), realizado pelo Sebrae Minas e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SECTES), deverá ser produzido nos próximos anos.

A própolis verde é fabricada pelas abelhas que coletam resina do alecrim do campo. Há alguns anos, o uso terapêutico da substância vem sendo estudado por alguns pesquisadores. “Seu uso caseiro para problemas de garganta ou tosse é bastante difundido. No entanto, hoje não existe nenhum medicamento regulado na Anvisa à base da própolis verde”, explica a pesquisadora da Funed e coordenadora do projeto, Esther Bastos.

Engana-se quem pensa que os problemas na boca reduzem-se às cáries. O local é repleto de microrganismos e exposto a alterações internas e externas fazem da boca um dos órgãos humanos mais expostos a processos infecciosos e a ocorrência de doenças. Além disso, implante dentário ou processos quimioterápicos são contextos que deixam a boca vulnerável ao aparecimento de mucosites e candidíase.

Pensando nisso, pesquisadores da Funed desenvolveram o gel e o enxaguante bucal de extrato de própolis verde que ajudam no tratamento e prevenção de doenças como as mucosites, inflamações que ocorrem na mucosa da boca, frequentes em pacientes submetidos a radioterapias. Outro exemplo é a prevenção de processos inflamatórios em pessoas que fazem implantes dentários. ”Diferentemente dos antibióticos comumente usados em pacientes que fazem implantes, a própolis não somente inibe a ação dos micro-organismos, ela os elimina”, destaca a pesquisadora.

Pacientes que são submetidos à quimioterapia no tratamento de leucemia, portadores de HIV e idosos que utilizam dentadura têm mais chance de desenvolver a candidíase oral, uma infecção causada por fungos, que se desenvolve quando o sistema imune encontra-se enfraquecido. Por sua ação atifúngica, o gel e o enxaguatório de própolis verde podem ser importantes aliados na prevenção e no tratamento da candidíase, proporcionando melhor qualidade de vida para esses pacientes.

Outras vantagens desse enxaguatório é que não há efeitos colaterais, nem aumento da resistência dos micro-organismos, como acontece com o uso prolongado de antibióticos. Além disso, ele não contém digluconato de clorexidina, substância, usado na odontologia como agente antimicrobiano, entretanto, em longo prazo, pode causar enfraquecimento e amarelamento dos dentes. “Nos testes que fizemos houve redução dos micro-organismos anaeróbicos da cavidade oral, sem o aparecimento de manchas nos dentes”, contou Esther.

Por não conter álcool em sua formulação, o novo enxaguante não irrita a mucosa do paciente, como acontece com boa parte dos produtos disponíveis no mercado.

Gel e exaguatório já foram testados, agora os pesquisadores buscam investidores para colocar os produtos no mercado .
PII
Em 2013, o PII chegou à Fundação Ezequiel Dias (Funed), instituição centenária do estado, referência em pesquisa, dedicada à promoção da saúde pública. “A realização desse programa na Funed estimula a pesquisa no setor de saúde, humana e animal, e projeta soluções para o mercado, viabilizando o desenvolvimento de protótipos e planos de negócios”, afirma a analista da Unidade de Inovação e Sustentabilidade do Sebrae Minas, Andrea Furtado.

Já conhece o Extrato de Própolis da Lambertucci?

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Neste ano será lançando a publicação que destaca 17 dos 41 projetos inovadores identificados na Funed. São ideias avançadas de medicamentos, vacinas e tecnologias que ampliam as soluções para tratamento de doenças, controle de epidemias e melhoria da qualidade de vida da população.

Desde 2006, já foram 15 Programas de Incentivo à Inovação (PII) em Minas Gerais, com 280 projetos de pesquisa selecionados e publicados de universidades, faculdades e centros tecnológicos de Lavras, Itajubá, Juiz de Fora, Viçosa, Uberlândia, Belo Horizonte e Montes Claros.

Fonte: DeFato

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806-2015

Mais de 40% das abelhas americanas desapareceram, segundo estudo. O problema ultrapassa preocupações conservacionistas, já que os insetos geram 15 bilhões de dólares por ano para a agricultura do país

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As abelhas começaram a sumir nos Estados Unidos. E isso preocupou a Casa Branca. Um estudo divulgado pelo consórcio Bee Informed Partnership, financiado pelo governo e por universidades americanas, destacou que apenas no ano passado 42% das colônias americanas desse inseto desapareceram. Por que isso dá dor de cabeça até no presidente Barack Obama? As abelhas são as principais polinizadoras do hemisfério norte, associadas ao florescimento da flora e à maior parte do cultivo agrícola. Só nos Estados Unidos, um mercado de 15 bilhões de dólares depende diretamente desse trabalho de polinização. Com menos abelhas, menor é a produção. A gravidade do problema econômico fez a Casa Branca montar uma força-tarefa de cientistas para resolver o assunto. Na última terça-feira (19) começaram a aparecer os primeiros resultados.

Para poupar os insetos, as estratégias governamentais são aumentar o tamanho dos habitats polinizadores, encorajar o treinamento de cientistas especializados em abelhas e estabelecer bancos de sementes de plantas atrativas para o inseto. “Buscamos engajar todos os segmentos da nossa sociedade para que, trabalhando juntos, possamos dar passos significativos e importantes para reverter o declínio dos polinizadores”, disse o Secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, em carta oficial.

O sumiço das abelhas começou a ser notado por apicultores americanos há dez anos. Como de costume, os insetos saíam das colônias à procura de pólen e, de tabela, polinizavam plantações de frutas, legumes e grãos. O problema é que elas começaram a não voltar mais, deixando para trás apenas a rainha com poucas operárias remanescentes. Fenômeno que ganhou o nome de colony colapse disorder (em inglês, síndrome do colapso da colônia, ou CCD). Pesquisadores então indicaram que essas abelhas morriam antes de conseguir retornar. É um enorme problema que ultrapassa as preocupações conservacionistas. Sem as abelhas, não há plantações. Sem essas, diminui a produção local de comida, e a economia sofre.

O novo levantamento confirma que a crise não só continua, como piora. A taxa de desaparecimento de 42% é maior que a de 2013 e 2012 somados, quando se registrou uma baixa de 34,2%. A taxa atual é quatro vezes acima do que a baixa considerada “normal” pelos apicultores. Nos estados de Oklahoma, Illinois, Iowa e Pensilvânia, o dano foi ainda maior: bateu os 60%.

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O inseto, que muitas vezes é lembrado apenas pelas picadas dolorosas, é essencial para a agricultura. Dois terços de todos os alimentos ingeridos no planeta dependem das abelhas. Estima-se que elas rendam 15 bilhões de dólares por ano apenas à economia americana, graças a sua ajuda à agricultura. Como existem 2,5 milhões de colônias de abelhas em cativeiro no país (e são essas as que são usadas na agricultura), o valor estimado de cada uma delas, em uma conta simples, seria de 6 000 dólares. Para piorar, diferentemente do Brasil, que têm ao menos 3 000 espécies de abelhas selvagens, nos Estados Unidos há só a Apis melífera, inseto de origem europeia que está sendo afetado por essa crise. Como só tem um tipo, qualquer ameaça é urgente.

É preciso ressaltar que é natural que as abelhas se afastem por até três quilômetros de suas colônias em busca de alimentos, mas a baixa de insetos considerada “normal” é de 10%, quantidade muito menor do que a que vem sendo perdida e facilmente reposta pela reprodução dos animais. Aliás, o que chocou os pesquisadores não foi somente a quantidade de abelhas desaparecidas, mas sim o fato de que, pela primeira vez na história, a baixa foi maior durante o verão, época (em teoria) mais favorável a elas do que o inverno.

Em países de clima temperado, as colmeias ficam cobertas por neve durante a estação, e cerca de 20% das abelhas naturalmente não resiste ao frio. “Nós esperávamos que as colônias morressem durante o inverno, porque é uma estação estressante. É amedrontador notar as perdas no verão, que deveria ser como um paraíso para as abelhas”, disse Dennis van Engelsdorp, professor da Universidade de Maryland e um dos autores do estudo. Ou seja, se no verão está ruim, imagina no inverno.

Para piorar, apesar de o fenômeno não ser novidade, pesquisadores ainda não conseguiram identificar qual é a causa do sumiço. Os autores do estudo indicaram que os motivos prováveis são uma combinação de ácaros, má alimentação e pesticidas, mas existem outras hipóteses, como o aumento de predadores e os efeitos negativos das mudanças climáticas. A teoria mais aceita é aquela que aponta para os pesticidas, já que muitos desses produtos contêm uma substância chamada neonicotinóide, que age diretamente no cérebro do inseto, fazendo com que ele esqueça de onde veio e, consequentemente, o caminho de volta para a colmeia. “Temos indícios de que essa é a principal causa, mas existem muitos interesses econômicos e conservacionistas nesse debate, por isso não se bate o martelo”, disse o biólogo Lionel Segui Gonçalves, professor aposentado da USP e pesquisador da genética das abelhas com 50 anos de experiência.

Apesar de os Estados Unidos estarem na situação mais crítica, o fenômeno acomete quase toda a parte ocidental do hemisfério norte há um bom tempo. Estima-se que algumas regiões da Europa tenham perdido até 53% das colônias nos últimos anos. Os impactos foram sentidos no preço de produtos agrícolas. Na Espanha, o quilo de vegetais oleaginosos bateu os oito euros, valor mais alto desde 2005. As cerejas que eram cultivadas em território francês foram transferidas para a Austrália, onde ainda não se tem sinal de baixas de abelhas. Já nos Estados Unidos as amêndoas tiveram uma inflação de 43%.

Recentemente, países fora desse eixo começaram a também detectar indícios do fenômeno, como Japão, China e mesmo o Brasil. Por aqui, tanto as abelhas de ferrão, que produzem mel, quanto aquelas sem ferrão estão sendo prejudicadas. Para abordar o problema, a organização nacional Sem Abelha, Sem Alimento lançou há um ano o aplicativo Bee Alert, em que apicultores registram casos de desaparecimento. Até agora, foi registrada a perda de 12 000 colônias em 13 estados brasileiros, entre os quais São Paulo é o mais afetado. “É fácil de entender por que São Paulo lidera: no Estado, o uso de pesticidas é intenso”, definiu o biólogo Lionel Segui Gonçalves.

Mas o que aconteceria se as abelhas sumissem da Terra? O genial físico Albert Einstein, que gostava de palpitar sobre diversas áreas do conhecimento, dizia que “se as abelhas desaparecessem, o homem só sobreviveria por quatro anos”. A linha de raciocínio aqui é o fato de que sem abelhas não teríamos 70% dos alimentos que consumimos e também haveria uma redução na parcela verde do planeta, o que levaria a uma diminuição do oxigênio disponível. Não é preciso enxergar tão longe para saber que o extermínio acarretaria um desastre ambiental, com o colapso da agricultura e da flora global.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/casa-branca-faz-do-sumico-de-abelhas-uma-questao-de-estado.

 

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2505-2015

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O cultivo de cabelo humano em laboratório foi o experimento recente que trouxe mais esperança na luta contra a calvície.[Imagem: Claire Higgins/Christiano Lab/Columbia University Medical Center]

O cultivo de cabelo humano em laboratório foi o experimento recente que trouxe mais esperança na luta contra a calvície.[Imagem: Claire Higgins/Christiano Lab/Columbia University Medical Center]


Cera natural

Ainda não é a salvação contra a calvície, mas pesquisadores descobriram que a própolis ajuda a crescer pêlos em animais.

Já se sabia que a substância produzida pelas abelhas promove o crescimento de certas células envolvidas no crescimento dos cabelos, embora não houvesse ainda comprovação de que essas células de fato resultam no crescimento efetivo dos cabelos.

A própolis, uma espécie de resina que as abelhas usam para selar suas colmeias, tem largo uso medicinal, sobretudo porque contém compostos ativos que combatem fungos e invasões bacterianas que poderiam ameaçar as casas das abelhas.

Própolis contra calvície?

Shota Miyata e seus colegas da Universidade de Hokkaido (Japão) testaram a própolis em ratos que tiveram seus pêlos retirados por raspagem com lâmina ou extraídos com cera.

Os animais que receberam o tratamento cresceram os pêlos mais rapidamente do que aqueles que não receberam.

Os pesquisadores confirmaram que, após a aplicação local, o número de células específicas envolvidas no processo de crescimento dos pêlos aumentou.

Os experimentos foram feitos em animais normais, sem calvície. [Imagem: Shota Miyata et al. - 10.1021/jf503184s]

Os experimentos foram feitos em animais normais, sem calvície. [Imagem: Shota Miyata et al. - 10.1021/jf503184s]

Embora tenham testado o uso da própolis em animais normais, sem calvície, os cientistas argumentam que as condições de perda de cabelo muitas vezes resultam de inflamações anormais.

E a própolis, continuam eles, contém compostos anti-inflamatórios que poderiam ajudar a tratar condições que levam à calvície. Mas isto são apenas hipóteses, que a equipe pretende testar a seguir.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=propolis-promove-crescimento-cabelos

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1405-2015

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Nossas abelhas vivem em um país de proporções continentais: seus 8,5 milhões km² ocupam quase a metade da América do Sul.

As diferenças climáticas brasileiras levam a grandes variações ecológicas,
evidentemente, estas variações se refletem em uma enorme riqueza da flora e da fauna brasileira: o Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta, internacionalmente reconhecida por seu potencial de produção que é reflexo da riqueza natural da flora do país, que permite a produção apícola durante todo o ano.

As abelhas africanizadas, diferentes de outros países onde sua rusticidade e resistência à doenças comuns de outras abelhas, dispensam o uso de antibióticos e medicamentos para tratamento de suas colmeias. Adicionalmente, a diversidade da alta flora natural livre de contaminação pelo uso de agrotóxicos

A vitalidade das abelhas, mostra também resultados na produtividade. Seu raio de ação é maior, e a sua produção de mel, própolis e outros subprodutos é notavelmente maior, pois suas condições ambientais e climáticas são extremamente favoráveis para a produção de mel e os outros produtos derivados

O mel Lambertucci é hoje cobiçado pelos principais mercados internacionais, onde exporta a mais de 30 anos para países com padrões elevados de exigência como: Inglaterra, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, Canadá, Austrália entre outros, por ser livre de defensivos e pelo excelente padrão de qualidade, isento de defensivos agrícolas e as floradas estão em mata nativa, totalmente orgânicas, algo praticamente único no mundo

A Lambertucci mantém inúmeras cerificações que atestam a qualidade de seus produtos, como: BPF (Boas Praticas de Fabricação, APPCC (Analises de Perigos e Pontos Criticos de Controle), PAS (Programa do Alimento Seguro), Kosher, Certificação Orgânica padrão EC e USDA, Registro junto ao MAPA (Ministerio da Agricultura do Brasil), Politica Ambiental, Responsabilidade Social e Ambiental, Código de Ética e Certificação junto ao banco de dados Internacional Sedex.

A Lambertucci trabalha com os méis tradicionais como floradas de silvestre, eucalipto e laranja e com méis exóticos diferenciados para um publico mais exigente, como as floradas de café, capixingui, cipó-uva, assapeixe entre outros que são colhidos de flores que produzem mel de excelente qualidade, trazendo aos paladares mais exigentes que buscam alimentos saudáveis e seguros com o verdadeiro sabor brasileiro.

VARIAÇÕES DE MÉIS LAMBERTUCCI

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