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1010-2016

colmeiaVocê já teve curiosidade de saber como as Abelhas constroem a Colmeia? Listamos então o passo a passo dessa construção e o porque ela acontece. :D

1. Uma colmeia tem entre 30 e 60 mil indivíduos. Quando o enxame está superpopuloso, cerca de 50% das abelhas partem para construir a nova casa. A rainha é levada porque os ovos que estão em seu abdome são essenciais para a nova comunidade. O enxame antigo gera uma nova rainha.

2. O novo grupo procura um lugar adequado para protegê-lo do clima e de predadores. Esse local pode ser um buraco dentro de uma árvore, uma lata vazia ou um cupinzeiro, entre muitos outros. Colmeias em lugares escuros ajudam a conservar a temperatura na época de inverno.

3. Encontrado o lugar ideal, a primeira coisa a fazer é iniciar a construção dos favos para que a rainha possa colocar seus ovos. Presos pela parte superior, os favos são construídos de cima para baixo com um espaço de 6 a 9 mm entre eles, para as abelhas se locomoverem.

4. Cada favo tem alvéolos dos dois lados. Quando a colmeia estiver pronta, terá uma ordenação-padrão: no alto, é guardado o mel, em seguida o pólen, depois as larvas e ovos e, por fim, os zangões. Os favos são construídos com a cera produzida pelas glândulas ceríferas das abelhas operárias.

5. As abelhas constroem os alvéolos sempre no formato hexagonal porque ele usa menos cera e aproveita ao máximo o espaço da colmeia. As paredes dos alvéolos são erguidas com uma elevação de 4 a 9° para que o mel não venha a escorrer e as larvas não caiam.

6. Assim que as primeiras paredes são erguidas, a rainha deposita seus ovos. A partir daí, a colmeia entra em funcionamento total: parte das abelhas começa a coletar néctar para produzir mel, enquanto outras cuidam das larvas, vedam orifícios e constroem o resto dos favos.

7. A temperatura da colmeia é sempre mantida entre 34 e 36 °C, índice necessário para controlar a textura da cera. Se passa disso, algumas operárias batem as asas para ventilar e outras trazem gotículas de água. A colmeia dura vários anos se não for atacada por predadores.

Legal né? :)

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1609-2016

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Por que as Abelhas produzem o Própolis?

Como nada no mundo das Abelhas é feito por acaso, o própolis é produzido pelas Abelhas para a realização de 4 funções importantes na Colmeia. Primeiro é para vedar o favo de mel e não deixar que o alimento escorra, a segunda função é para vedar as rachaduras e aberturas na parede da colmeia e assim manter a temperatura interna. O própolis possui também duas funções antibióticas que são utilizadas pelas abelhas. Cada uma delas, ao entrar na colmeia, passa pela desinfecção com própolis, mantendo a higiene do local. Além disso, a substância serve como defesa contra predadores e ladrões de comida. Animais estranhos que invadem a colônia são atacados a ferroadas e, se não for possível tirar o cadáver de lá, ele é embalsamado com própolis, para que não fique no local como fonte de infecção.

Não é demais?!

PS: Já foram encontrados corpos de camundongos em perfeito estado depois de anos embalsamados dentro de colmeias.

PS2: Os antigos egípcios também usavam própolis para embalsamar seus mortos.

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209-2016

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Tudo começa com as abelhas “campeiras”  que buscam o néctar das flores para a produção de mel. Elas possuem uma região no estômago reservada para a estocagem do néctar. Em uma viagem, uma abelha campeira pode visitar milhares de flores até preencher este reservatório.

Quando elas retornam à colmeia transferem o néctar coletado para as “abelhas engenheiras”. Essas sim são responsáveis pela produção do mel e para isso, o primeiro passo é retirar o excesso de umidade. As engenheiras tomam o néctar das campeiras estendendo a tromba (um parte alongada da boca) e sugando rapidamente. Ela manipula o mel dentro da boca, vai para uma parte da colmeia onde o produto será estocado. Com a cabeça erguida, por várias vezes, estica e retrai a tromba. Esse processo expõe a gota de néctar à ação do ar e provoca a sua evaporação, resultando num produto mais concentrado para só aí, ser depositado na célula (favo).

Durante esse processo de retirada da umidade, as abelhas introduzem através da saliva enzimas como a invertase que converte o açúcar do néctar em dois outros açúcares: glicose e frutose e a glicose oxidase, que convertem glicose em ácido glicônico, o que torna o mel ácido e protege contra as bactérias que o fariam fermentar. Uma vez depositada e preenchida a respectiva célula, esse produto (que ainda não é mel) será lacrado com cera pelas abelhas e só depois de 48 horas, teremos o mel.

Não é incrível?! :)

PS: O objetivo principal da produção de mel é exatamente manter o suprimento alimentar da colmeia. Além disso, as abelhas se alimentam de pólen que geralmente vem preso nas pernas das campeiras.

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2408-2016

porque-as-abelhas-morremO ferrão é um prolongamento do abdômen, que se rompe no momento em que a abelha abandona a vítima. Esse ataque suicida acontece quando ela se sente ameaçada ou é importunada por cheiros fortes ou vibrações sonoras. Se a abelha vive em colônia, também pode atacar para proteger a colmeia: ao picar, ela solta um tipo de feromônio que serve de alerta para as suas companheiras. Essa é uma característica das operárias. “A rainha raramente sai da colmeia e o zangão nem ferrão tem”, diz Lionel Gonçalves, professor de genética animal da USP de Ribeirão Preto.

PS: Após a ferroada, estima-se que ela consegue voar no máximo 15 minutos e após isso ela morre. 

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711-2015

abelhas-brasileiras

Abelhas nativas do Brasil desenvolveram uma forma rudimentar de agricultura, cultivando um fungo nos compartimentos da colmeia onde botam seus ovos.

Ao que tudo indica, a protolavoura está mais para uma horta de ervas medicinais do que para um campo de trigo, já que o fungo em questão parece ser capaz de gerar substâncias que protegeriam as larvas do ataque de micróbios.

Diversas formigas são famosas por se dedicar ao cultivo de fungos, mas as mandaguaris (Scaptotrigona depilis), nativas de áreas de vegetação aberta do Sudeste e do Sul do país, são as primeiras abelhas documentadas que apresentam um comportamento parecido, ainda que mais rudimentar.

“No começo, eu achei que o fungo causava uma doença nas abelhas”, contou à Folha o pesquisador Cristiano Menezes, da Embrapa Amazônia Oriental.

É que, durante seu doutorado na USP de Ribeirão Preto, ele estava tentando produzir rainhas mandaguaris em laboratório. Em tese, o processo é simples: viram rainhas as larvas que recebem uma quantidade elevada de comida (seis vezes mais do que o oferecido às futuras operárias).

“Você coleta o alimento larval da própria colônia e o coloca dentro de casulos artificiais com a larvinha recém-nascida. O problema é que a câmara era muito úmida, o fungo crescia muito rápido e matava as rainhas”, recorda Menezes.

Abelha agricultora

Bastou regular a umidade, no entanto, para que as futuras rainhas melhorassem sua expectativa de vida –e para que os pesquisadores notassem um fenômeno curioso: as larvas estavam comendo os filamentos esbranquiçados do fungo. O resto da história está em artigo na revista científica “Current Biology”, assinado por Menezes e por colegas da USP e da Unicamp.

O consumo da quantidade correta de fungo não só é inofensivo para as larvas como, aliás, parece ser essencial: as futuras abelhas têm dificuldade de sobreviver na ausência do micro-organismo do gênero Monascus que, do ponto de vista humano, pode ser considerado um bolor.

Evidências desse fato vieram de um experimento no qual o principal item do cardápio das larvas de mandaguari –uma massa semilíquida regurgitada por operárias “babás”- foi extraída e esterelizada com luz ultravioleta.

Na natureza, a rainha põe seus ovos em cima da gororoba e o compartimento é selado. Quando o ovo eclode, as larvas vão lentamente devorando a pasta.

No experimento, 150 larvas receberam papinha esterilizada, enquanto a outras 150 foi servido alimento inoculado com o fungo. Esse segundo grupo teve uma taxa de sobrevivência de 76%, contra apenas 8% das larvas que comeram pasta esterilizada.

Outros experimentos mostraram que o fungo está presente no material usado pelas abelhas para construir as paredes dos “berçários”. Isso significa que, quando os insetos formam um enxame para montar uma nova colmeia, as operárias da espécie carregam consigo o fungo junto com o material de construção, propagando assim sua “lavoura”.

Segundo Menezes, o termo mais adequado para designar o comportamento seria “protoagricultura”. “O que acontece é que aparentemente não há um cuidado direto com a espécie cultivada, apenas sua propagação, enquanto as formigas, por exemplo, cuidam dos fungos de forma mais ativa” –é por isso que as saúvas vivem cortando folhas, levando-as para seus fungos.

CONEXÃO ASIÁTICA

Pode até ser que os fungos contenham nutrientes sem os quais os insetos não conseguem se desenvolver, mas uma pista importante, que aponta para outra direção, vem de uma fonte insuspeita: a culinária asiática.

Em países como a China e a Coreia do Sul, fungos avermelhados do gênero Monascus, aparentados ao das mandaguaris, são utilizados como condimento e conservante de alimentos como o arroz e o peixe. Substâncias produzidas por esses fungos têm propriedades antibacterianas e podem fazer bem para o coração.

Coincidência ou não, em laboratório, a “papinha” das larvas sem o fungo começava a cheirar mal rapidamente, o que sugere que as abelhas usam o micro-organismo como arma contra micróbios causadores de doenças.

Para o pesquisador, o trabalho pode ter implicações importantes para a agricultura humana. As abelhas, afinal, têm sofrido declínios em sua população no mundo todo, com causas que ainda precisam ser mais estudadas, e, sem elas para fazer o trabalho duro da polinização da lavoura, as colheitas tendem a cair.

“Daí a necessidade de entender a importância dos fungos para a saúde das abelhas. Os fungicidas costumam ser aplicados na lavoura na época da floração [quando as abelhas estão visitando as flores]. Eles não afetam as abelhas adultas, mas elas podem muito bem estar levando os fungicidas para as colônias e eliminando fungos como esse”, explica.

Fonte: Folha

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2210-2015

polinizacao

Criado em 17/10/15 15h27 e atualizado em 17/10/15 16h02
Por Stênio Ribeiro
Edição: Armando Cardoso
Fonte: Agência Brasil
Matéria por: EBC

Pesquisas do projeto Polinizadores do Brasil constataram, nos últimos cinco anos, que abelhas, insetos e aves são fundamentais para o aumento da produtividade em lavouras, pomares e matas. Em alguns casos de polinização com abelhas, principalmente, a produtividade pode aumentar em até 70%, de acordo com o projeto coordenado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Ministério do Meio Ambiente.

Apesar dessa contribuição, técnicos do Funbio revelaram que 78% da população brasileira desconhece a importância da polinização para produção de alimentos. Citaram, inclusive, números da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), segundo os quais 70% das culturas agrícolas dependem dos polinizadores. As abelhas são essenciais para garantir a alta produtividade e qualidade dos frutos e de diversas culturas.

Levantamento da Universidade de São Paulo (USP) vai além e informa que cerca de 75% da alimentação humana dependem de plantas polinizadas.

Esse serviço, feito gratuitamente por abelhas, aves e insetos, é estimado em US$ 12 bilhões anuais nas principais culturas brasileiras. Conforme a Funbio, a maioria dos brasileiros desconhece até o que seja polinização.

Planos de manejo

Para divulgar a importância do papel dos polinizadores na produção de alimentos e a necessidade de promover a conservação e o uso sustentável dos animais, o projeto estudou a polinização de culturas agrícolas brasileiras entre 2011 e 2015.

Também produziu uma série de planos de manejo com recomendações para agricultores e observou o comportamento de diferentes espécies de polinizadores, identificando, inclusive, nove novas espécies de abelhas.

De acordo com a secretária-geral da Funbio, Rosa Lemos de Sá, o projeto Polinizadores do Brasil é a maior iniciativa já realizada no país sobre o assunto. É um grande trabalho de pesquisa e análise de dados, envolvendo 60 bolsistas de 18 instituições de pesquisa em 15 estados para entender, conhecer e reconhecer o papel dos agentes polinizadores na produção agrícola.

Segundo Rosa Lemos, das quase 310 espécies de plantas conhecidas, 87% dependem de polinização animal. Rosa acrescentou que as abelhas são responsáveis por mais de 70% das polinizações.

Em parcerias com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), USP, entre outras universidades, as pesquisas coletaram informações sobre o comportamento de agentes polinizadores nas culturas de algodão, caju, canola, castanha-do-brasil, melão, maçã e tomate.

Recomendações

O trabalho rendeu mais de 40 publicações, incluindo plano de manejo para cada cultura estudada, com sugestões de práticas amigáveis aos polinizadores. Entre as recomendações de boas práticas agrícolas para manutenção dos agentes polinizadores, algumas são comuns a todas as culturas: manter a vegetação natural próxima às roças, fazer plantios consorciados, preservar fontes de água e evitar desmatamentos.

“São ações simples que favorecem a visitação dos agentes”, afirmou Vanina Antunes, coordenadora do projeto do Funbio. Ela lembrou que também é importante o cuidado com o uso de agrotóxicos que, em alguns casos, podem reduzir em mais de 80% o número de visitas dos agentes polinizadores às flores.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos, Carmen Pires, que coordenou pesquisas de polinização em algodoeiros de Mato Grosso e da Paraíba, o cultivo de algodão próximo a matas nativas costuma receber visitas” mais frequentes de abelhas, com aumento da produtividade em até 18%.

“Interessante observar também que o benefício das abelhas na plantação é maior à medida que há mais variedades de espécies de abelhas na época da floração”, concluiu.

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308-2015

mel-combustivel

Um apicultor no sudoeste da Bahia, no município de Barra da Choça, descobriu como evitar o total desperdício de sua produtora de mel. A empresa de Luiz Jordans produz cerca de dez mil quilos do produto por mês. Porém, 1% da produção é descartado por oferecer risco ao consumo humano. E foi aí que o espírito inovador do empreendedor apareceu.

“Temos uma produção sustentável e não queríamos jogar esse percentual descartado no meio ambiente. Isso nos incomodava”, disse ele ao G1. Luiz pensou primeiro em usar como ração para as próprias abelhas, mas isso poderia colocar a vida dos insetos em risco. Então, com o financiamento da Fabesp, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, esses 100 quilos que iriam para o lixo foram transformados em álcool alimentício (como em licores ou extratos medicinais) através de um procedimento de recolhimento e fermentação, realizado com auxílio do Senai, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. “Estamos armazenando para a produção desses dois produtos. Temos agora que apresentar os resultados destas pesquisas ao Ministério da Agricultura, para que possamos comercializar essa produção”, relatou.

Ainda assim, o desperdício continuara: 30% do álcool produzido também precisaria ser descartado. Então, mesmo sem financiamento algum, o empresário começou um projeto que transformaria esse segundo descarte em álcool combustível. Além da fermentação do processo anterior, agora o produto também era destilado. “Foi instintivo. Nosso objetivo era zerar o descarte”, revelou Jordans. E através de todos esses processos, finalmente havia conseguido.

Agora, até o veículo que a empresa usa nos serviços de entrega está sendo mantido por combustível que eles mesmo criaram. “O projeto faz parte de uma necessidade ambiental. É um compromisso que as indústrias devem ter o meio ambiente”, completa o empresário.

Fonte: Administradores

Matéria completa com vídeo: G1

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1507-2015

propolis-verde-jp

A própolis verde, usada no Japão como auxiliar no tratamento de pessoas com câncer, mudou a história da vassourinha-do-campo, uma planta nativa do cerrado mineiro. Antes tratada como invasora de pastagens, agora é planta de cultivo.
O Globo Rural mostrou o começo dessa história há 11 anos, quando os cientistas descobriram que a própolis verde, produzida a partir da vassourinha, tinha qualidades medicinais extraordinárias. Agora, o repórter Ivaci Matias voltou ao cerrado mineiro para mostrar como essa própolis está mudando a vida dos criadores de abelhas da região.
Uma colmeia bem formada pode abrigar mais de 60 mil abelhas. Durante o dia, elas entram e saem sem parar, trabalhando na coleta de néctar e pólen para fabricar seus alimentos, mas algumas operárias são destacadas para extrair resinas medicinais produzidas pelas plantas. Com a resina, elas fabricam a própolis, uma massa de cor escura, que serve para matar os fungos e bactérias da colmeia.
Quando capturam algum inseto invasor, as abelhas cobrem o cadáver com própolis para mumificá-lo e assim evitar o apodrecimento e a contaminação do ambiente delas.

Desde a antiguidade, o homem aprendeu a manipular esses recursos criados pelas abelhas. Nas múmias do Egito foram encontrados resíduos de própolis usados para conservar os cadáveres. Os sacerdotes da época produziam remédios a base de própolis para combater doenças provocadas por fungos e bactérias.

Já conhece o Extrato de Própolis da Lambertucci?

Já conhece o Extrato de Própolis da Lambertucci?

A descoberta da própolis verde está ampliando os usos desse recurso criado pelas abelhas. Esse tipo de própolis é feito a partir da resina de uma planta nativa do cerrado brasileiro: a vassourinha-do-campo, cujo nome científico é bacárisbaccharis dracunculifolia. O arbusto também é conhecido pelo nome de alecrim-do-campo e era considerado um invasor de pastagem.
As abelhas mergulham de cabeça nos brotinhos novos da vassourinha para alcançar as glândulas internas da planta. Em uma imagem ampliada pelo microscópio é possível ver os vasos internos da planta onde ela deposita substâncias com atividades antimicrobianas muito potentes e que podem ajudar o homem na cura e prevenção de muitas doenças.
Os poderes medicinais da vassourinha-do-campo e da própolis verde estão sendo estudados em um laboratório da faculdade de Farmácia de Ribeirão Preto, da USP, em São Paulo. A equipe de pesquisadores é liderada pelo doutor Jairo Bastos.
No Brasil já existem alguns produtos feitos a base da própolis verde, um deles é um extrato encontrado nas lojas de produtos naturais. Ele contém uma parcela muito pequena de artepelim C e não é considerado medicamento, mas sim um suplemento alimentar. É usado, nas doses indicadas, para fortalecer o organismo durante gripes, resfriados, bronquites e outras doenças infecciosas, mas as pesquisas para produção de remédios a base de artepelim C puro, já estão avançadas. No Japão, que é o maior importador de própolis verde do Brasil, a substância pura já foi isolada e é usada no tratamento de vários tipos de câncer, mas o alto custo ainda é proibitivo: um grama de artepelim C puro custa o equivalente a R$ 50 mil.
O Brasil produz 100 toneladas de própolis verde por ano, 80% vem de Minas Gerais. O município de Bambuí, na região do Médio São Francisco, concentra o maior número de produtores.
Em toda essa região, a vassourinha-do-campo surge espontaneamente no meio do cerrado. Ela ganhou este nome porque é usada como vassoura para limpar os quintais e também para varrer as cinzas dos fornos de barro, transferindo aos biscoitos de polvilho um aroma muito agradável.
Hoje é matéria prima principal para a produção da própolis verde e está mudando a vida dos apicultores da região.
Só uma empresa do município de Bambuí recebe própolis verde de mais de 500 produtores da região. O produto passa por uma limpeza e é classificado e embalado in natura. Eles também produzem extrato de própolis vendido a granel ou em frascos.

Os irmãos Odacir e Edeir Ferreira manejam 150 caixas. Cada uma produz uma média de 3 quilos de própolis por ano. A própolis verde é vendida a R$ 140 o quilo, enquanto a comum vale R$ 70.
No ano passado, eles tiveram uma renda líquida de R$ 40 mil com a venda da própolis verde, mas estão aumentando a quantidade de caixas e esperam dobrar de produção dentro de uns dois anos.

Fonte: Globo Rural

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607-2015

veneno-abelha-destroi-hiv

Nanopartículas com veneno de abelha estão sendo utilizadas no tratamento e prevenimento da AIDS, pois destroem o vírus HIV!

Nanopartículas carregadas com uma toxina encontrada no veneno das abelhas conseguiram destruir o HIV (vírus da imunodeficiência humana) sem danificar as células saudáveis ao redor. A descoberta foi feita por Joshua Hood e equipe da Universidade de Washington (EUA). Segundo ele, a técnica é um passo importante rumo ao desenvolvimento de um gel vaginal que possa evitar a transmissão do HIV, o vírus que causa a AIDS.

“Nossa esperança é que, em lugares onde o HIV está sendo transmitido rapidamente, as pessoas possam usar este gel como uma medida preventiva para impedir a infecção inicial,” disse ele. A apitoxina (veneno das abelhas) contém uma potente toxina, chamada melitina, que está sendo pesquisada para combater alergias e até câncer.

A melitina perfura o envelope protetor do HIV e de outros vírus. Mas ela também pode danificar rapidamente as células saudáveis, o que explica sua categoria de toxina. Os pesquisadores então anexaram a toxina a nanopartículas que, apesar de microscópicas, são muito maiores do que a própria molécula de melitina.

Quando as nanopartículas entram em contato com células normais, elas simplesmente rebatem de volta, como se fossem uma bola. O HIV, por outro lado, é muito menor do que as nanopartículas, encaixando-se entre elas, justamente nos vãos onde estão as moléculas de melitina. “A melitina sobre as nanopartículas funde-se com o envelope viral,” diz Hood. “A melitina forma pequenos complexos de ataque parecidos com poros, e rompe o envelope, destruindo o vírus.”

O enfoque parece mais promissor do que as estratégias usadas até agora, que tentam inibir a capacidade do vírus em se replicar – já se sabe que algumas cepas do vírus encontram maneiras de criar resistência e continuar se replicando. “Estamos atacando uma propriedade física do HIV,” diz o pesquisador. “Teoricamente, não há qualquer maneira para que o vírus se adapte a isso. O vírus tem que ter um casaco protetor, uma membrana de duas camadas, que abrange o vírus inteiro”. Como a melitina ataca as duas camadas de membranas indiscriminadamente, este conceito não se limita ao HIV. Muitos vírus, como aqueles das hepatites B e C, contam com a mesma espécie de envelope protetor, podendo ser vulneráveis às nanopartículas carregadas com a toxina do veneno de abelha.

Fonte: Ciências Mundi
Fonte artigo: Mel.com.br

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2906-2015

propolis-verde-pesquisa

Pesquisadores buscam investidores para colocar o gel e exaguante bucal no mercado

Pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) criaram um gel e enxaguante à base de própolis verde para o tratamento de doenças e infecções na boca. O produto, que integra os projetos de pesquisas apoiados pelo Programa de Incentivo a Inovação (PII), realizado pelo Sebrae Minas e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SECTES), deverá ser produzido nos próximos anos.

A própolis verde é fabricada pelas abelhas que coletam resina do alecrim do campo. Há alguns anos, o uso terapêutico da substância vem sendo estudado por alguns pesquisadores. “Seu uso caseiro para problemas de garganta ou tosse é bastante difundido. No entanto, hoje não existe nenhum medicamento regulado na Anvisa à base da própolis verde”, explica a pesquisadora da Funed e coordenadora do projeto, Esther Bastos.

Engana-se quem pensa que os problemas na boca reduzem-se às cáries. O local é repleto de microrganismos e exposto a alterações internas e externas fazem da boca um dos órgãos humanos mais expostos a processos infecciosos e a ocorrência de doenças. Além disso, implante dentário ou processos quimioterápicos são contextos que deixam a boca vulnerável ao aparecimento de mucosites e candidíase.

Pensando nisso, pesquisadores da Funed desenvolveram o gel e o enxaguante bucal de extrato de própolis verde que ajudam no tratamento e prevenção de doenças como as mucosites, inflamações que ocorrem na mucosa da boca, frequentes em pacientes submetidos a radioterapias. Outro exemplo é a prevenção de processos inflamatórios em pessoas que fazem implantes dentários. ”Diferentemente dos antibióticos comumente usados em pacientes que fazem implantes, a própolis não somente inibe a ação dos micro-organismos, ela os elimina”, destaca a pesquisadora.

Pacientes que são submetidos à quimioterapia no tratamento de leucemia, portadores de HIV e idosos que utilizam dentadura têm mais chance de desenvolver a candidíase oral, uma infecção causada por fungos, que se desenvolve quando o sistema imune encontra-se enfraquecido. Por sua ação atifúngica, o gel e o enxaguatório de própolis verde podem ser importantes aliados na prevenção e no tratamento da candidíase, proporcionando melhor qualidade de vida para esses pacientes.

Outras vantagens desse enxaguatório é que não há efeitos colaterais, nem aumento da resistência dos micro-organismos, como acontece com o uso prolongado de antibióticos. Além disso, ele não contém digluconato de clorexidina, substância, usado na odontologia como agente antimicrobiano, entretanto, em longo prazo, pode causar enfraquecimento e amarelamento dos dentes. “Nos testes que fizemos houve redução dos micro-organismos anaeróbicos da cavidade oral, sem o aparecimento de manchas nos dentes”, contou Esther.

Por não conter álcool em sua formulação, o novo enxaguante não irrita a mucosa do paciente, como acontece com boa parte dos produtos disponíveis no mercado.

Gel e exaguatório já foram testados, agora os pesquisadores buscam investidores para colocar os produtos no mercado .
PII
Em 2013, o PII chegou à Fundação Ezequiel Dias (Funed), instituição centenária do estado, referência em pesquisa, dedicada à promoção da saúde pública. “A realização desse programa na Funed estimula a pesquisa no setor de saúde, humana e animal, e projeta soluções para o mercado, viabilizando o desenvolvimento de protótipos e planos de negócios”, afirma a analista da Unidade de Inovação e Sustentabilidade do Sebrae Minas, Andrea Furtado.

Já conhece o Extrato de Própolis da Lambertucci?

Já conhece o Extrato de Própolis da Lambertucci?

Neste ano será lançando a publicação que destaca 17 dos 41 projetos inovadores identificados na Funed. São ideias avançadas de medicamentos, vacinas e tecnologias que ampliam as soluções para tratamento de doenças, controle de epidemias e melhoria da qualidade de vida da população.

Desde 2006, já foram 15 Programas de Incentivo à Inovação (PII) em Minas Gerais, com 280 projetos de pesquisa selecionados e publicados de universidades, faculdades e centros tecnológicos de Lavras, Itajubá, Juiz de Fora, Viçosa, Uberlândia, Belo Horizonte e Montes Claros.

Fonte: DeFato

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